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9 tipos de governo futurísticos e bizarros que um dia podem existir

Tipos de governo nascem e morrem. Impérios, ditaduras, monarquias, teocracias...se vários tipos de governo já nasceram e já morreram, quem disse que a democracia um dia não vai morrer? Já dentro da democracia existe uma divisão chamada poliarquia. Democracias podem ser mais ou menos poliárquicas. Quanto mais poliárquica, melhor a democracia. Mas digamos que daqui uns 300 anos tudo mude, as ditaduras sejam de outros jeitos e os países justos sejam completamente de outro jeito, quais seriam os tipos de governo mais bizarros possíveis (óbvio, tirando possibilidades como "o governo dos palhaços" onde só quem é palhaço pode governar)? Vamos ver:

Noocracia


O prefixo "noo" indica que a coisa é noogênica, ou seja, proveniente do espírito. A existência do que chamamos de espírito já foi provada de forma empírica por Viktor Frankl, criador da logoterapia, uma espécie de evolução que justa psicologia individual, psicanálise e cria uma terceira vertente do seu eu. Quem criou esse negócio foi o teólogo Teilhard de Chardin, e segundo ele seria uma evolução da democracia. Seria constituído de um sistema flexível e adaptável com elementos conscientes, sistemáticos e institucionalizados que operariam em subsistemas autônomos e descentralizados. Mas como assim um sistema "consciente"? Como órgão central dessa várias consciências que comandam diferentes instituições autônomas, estaria um super-cérebro onde todas as pessoas estariam conectadas de alguma forma tecnológica maluca, e o sistema tomaria suas decisões com base no que todas as consciências pensam. Doido né? Gostei.

Cibercracia 


Mas e se ao invés de um negócio onde todas as consciências estão, tivéssemos computadores que tomassem as supostas melhores decisões pra nós? Em 1992, David Ronfeldt, um cientista político, disse que poderiam existir dois tipos de cibercracia. O primeiro seria brando, onde todas as formas de burocracia seriam substituídas por tecnologias que tirassem do humano esse trabalho. Exemplo: Ao invés de RG, um chip no braço e já era (mas eu acho que isso não muda o tipo de governo, e sim uma parte de um mecanismo do estado). A forma plena da cibercracia seria com decisões automatizadas de computadores. Não haveriam mais decisões humanas: o computador, pelos seus cálculos, decidiria os melhores rumos pra uma sociedade. Perigoso, não?

Um governo por uma inteligência artificial onisciente e onipresente no mundo


Imagine que criemos uma inteligência artificial auto-evolutiva. Logo, ela começaria a evoluir tão rápido que sua velocidade de evolução tenderia ao infinito. Imagine que essa inteligência artificial se torne tão presente que ela também se torna invisível. Imagine que ela decida governar o mundo. Imagine que ela comece a comandar exércitos de robôs fodalhões que vigiem o mundo inteiro ao seu comando. Foda.

Globalismo


No Star Trek existe um único governo mundial (ou seja, centralizadíssimo). Alguns acham que isso é uma evolução. Olha que legal a humanidade inteira como uma única coisa. Tem tudo pra dar certo, já que culturas nunca morrem, não é mesmo? Além disso, existem hoje no mundo 3 forças que querem a liderança de um mundo globalista, falo sobre elas aqui. Mas como seria esse tal globalismo? A lógica é essa: se a humanidade passou por uma globalização cultural, e depois uma globalização econômica, porque não passaria por uma globalização política? O erro: as culturas se transformam sim em contato com outras, mas elas não viram nem uma e nem permanecem a mesma. Viram uma terceira coisa. Essa terceira coisa ainda vai se transformar e vai transformar outras culturas, dependendo do nível de contato, o quanto o país é aberto, etc. Ou seja, foi um processo de descentralização da cultura, criando muito mais culturas do que as que existiam antes (e assim será pra sempre). No âmbito econômico, a mesma coisa: não foi ninguém que implantou uma economia mundial. A economia foi sendo descentralizada, as pessoas foram ficando mais livres pra negociar, e várias microeconomias foram surgindo mais ou menos com o mesmo mecanismo lógico da evolução das culturas. No âmbito político, ocorre o mesmo. O que querem é centralizar o poder do mundo em um lugar só. O globalismo real e natural seriam poderes altamente descentralizados, como se toda cidade pudesse ser autônoma pra caralho (como os estados dos EUA).

Poliestado 


Esse aqui é loucuragem. Em um livro de Zach Weinersmith (o criador da SMBC Comics, que tem várias tirinhas publicadas aqui) chamado "Polystate: a though experiment in distributed government" (sem tradução pro português mas diz algo como "poliestado uma coisa doida"). A loucuragem começa quando esse tipo de governo não é geográfico. As fronteiras dele não são baseadas em locais. As fronteiras do governo são na mente. Você escolhe qual governo quer seguir, e tem que seguir as leis desse governo. Mas se uma pessoa decidir seguir as leis de outro governo, tudo bem. Não importa o lugar. Então se no meu governo assassinato não é crime eu posso matar todo mundo? Não. Seriam formados os poliestados, ou seja, estados dentro de estados. Teríamos um estado maior, que seria o poliestado, que daria as condições básicas pra viver (tipo, sei lá, os 10 mandamentos ou a constituição dos EUA). A partir daí, os micro-estados poderiam fazer suas próprias leis de forma autônoma. Se você for parar pra ver, é a mesma coisa que os EUA são hoje, só que com muito mais autonomia pras cidades, eliminando a necessidade de estados propriamente ditos. Eu só não entendi o que acontece se eu entrar em um lugar que tem outras leis e desobedecer elas. Funciona da mesma forma que é hoje? Então não precisa de uma nova definição como "poliestado". É só dizer que tem que descentralizar mais o poder (e tem mesmo).

Estados flutuantes


Não duvido muito que comece a acontecer num futuro próximo: alguém rico pra caralho não quer mais seguir as leis de certo país, compra uma mega plataforma, contrata uma mega equipe de mercenários e fica em águas internacionais, pelas suas próprias leis. Dependendo do caso, o negócio pode ser tão grande que o cara abra a plataforma economicamente e deixe as pessoas abrirem seus negócios por lá, ou então compre escravos na China e aí você já viu. Será que logo vão surgir vários casos assim?

Demarquia


O termo "Demarquia" foi cunhado pelo filósofo australiano John Burnheim. Diz ele que seria uma evolução da democracia (já tivemos um aqui dizendo a mesma coisa). Sabe quando a pessoa é chamada aleatoriamente pra ser júri de um julgamento? Seria um estado totalmente baseado nesse método. Um novo projeto de lei? Sorteamos as pessoas e vamos decidir. STF? Sorteiam-se juízes aptos e eles se decidem. Vou tirar no cara ou coroa pra ver se apoio isso.

Neomonarquia


De um tempo pra cá o número de defensores da monarquia só vem aumentando e vou fazer um post só sobre o assunto o dia. Um movimento dessa linha que tem crescido bastante nos EUA se chama "Dark Enlightenment" e que automaticamente começou a ser odiado pela esquerda de lá. Acontece que um dia algum país pode se decidir por começar um novo tipo de monarquia. Pode ser.

Zuera total depois do apocalipse


Um inverno nuclear começou, nossas instituições morreram e você só tem a você e ao grupo de pessoas que juraram que não vão te matar enquanto você dorme e em troca você faz o mesmo e aumentam suas chances de sobrevivência já que estão juntos. A partir daí, voltamos pro estágio de filha da putagem geral até conseguirmos reconstruir tudo. Você seria seu governo. Até aí é legal. O problema é que os outros são seus próprios governos. Aí não é legal.

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