Arquivo do blog

Tecnologia do Blogger.

Páginas macabras tiradas dos livros infantis mais bizarros já vistos

Eu tenho medo de crianças. Primeiro porque elas ainda estão aprendendo o que é moralidade. Longe dos pais, seus guias morais, elas são capazes de coisas cruéis, que só não consideramos horrendas porque, devido a inocência delas, não conseguem surtir efeitos igualmente ruins em seus alvos. Como diz Eddie Murphy em seu stand up "Delirious", uma criança que compra um sorvete irá desdenhar da criança ao lado que não tem a mesma sobremesa, e inclusive vai achar nesse fato uma maneira de trazer à tona nesse desdém que essa criança é pobre e tem um pai alcoólatra. Crianças batem em seus amigos porque são feios ou algo assim, excluem qualquer um por desafetos banais, mentem descaradamente, mesmo quando pegas no flagra, simulam doenças e choros pra conseguir manipular sua mãe, ou seja, seres repugnantes que realmente precisam dos guias morais que são os pais pra formar um ser decente. Ao contrário do que pensa o universitário médio, em seu delírio niilista de que os homens nascem bons e a sociedade o corrompe, os homens nascem ruins, animalescos, e é justamente o conhecimento coletivo milenar acumulado de sua sociedade que o traz pra luz da bondade. Infelizmente as sociedades passam por ciclos de enaltecimento e declínio moral, um sempre alternando entre o outro, quem sabe porque em momentos felizes passamos a esquecer que precisamos enaltecer nossa moral, e em momentos difíceis só podemos recorrer a esse enaltecimento, fazendo assim com que, a duras penas, acabemos evoluindo como sociedade. No momento de agora, estamos em uma crise moral, onde mesmo adultos não sabem mais o que é certo ou errado, e diante o medo que acarreta nessa total confusão, acabam negando a existência dos dois, o famoso "relativismo". Chegamos praticamente em um fundo de poço moral, que não é o fundo do poço do ciclo anterior, já que no enaltecimento que ocorreu antes desse empobrecimento do espírito, aprendemos mais do que no enaltecimento anterior. De qualquer forma, um novo ciclo está começando, outro ciclo de enaltecimento, que diante de tanta gente porca e nojenta, alguns de nós percebe por algum motivo que o ambiente onde nasceram sempre foi tóxico. Ao perceber isso, fica claro pra você que o próximo ciclo de enaltecimento só depende de você, de você buscar a verdade sem medo dela. A partir desse momento não temos mais como decidir com quem vamos nos unir pra, estrategicamente "mudar as coisas". A partir disso você já está unido com quem percebeu a mesma coisa, parte de uma verdade única e absoluta. É ela quem nos une. E é a partir disso que começamos a trabalhar pra deixar todos os covardes de hoje na lata de lixo da história.

Falando de crianças, e do declínio moral, muitos livros começam a mostrar coisas que definitivamente não são pra crianças, e que tentam fazer crianças lidarem com coisas que nunca saberão lidar. O resultado disso é completamente bizarro. Veja:


"Nada do que acontece no círculo deve ficar fora do círculo. Não tem como sair porque ele não tem fim. Seus pais nos deram pra gente. Eles sabem o que está acontecendo"

Se eu não me engano, esse livro era pra ser mostrado pra crianças vítimas de abusos sexuais em rituais satânicos que estavam em voga nos anos 80 nos EUA. Não sei se ajudou.


"Às vezes Daniel brincava de lutinha com seus dois irmãos mais velhos. Quando a coisa ficava difícil, ele simplesmente sentava na cara deles. "Um cara tem que fazer o que ele tem que fazer", ele dizia.



"Eu fico tão assustado quando a mamãe dirige bêbada. Hoje ela não parou no sinal vermelho, e bateu em outro carro. Um velho se machucou muito. Tinha muito sangue. A polícia levou a mamãe embora. Finalmente a mamãe foi mandada pra um hospital de alcoólatras. O Papai disse que ela vai ficar lá por um mês".


"Se vocês não custassem tão caro, certamente ia ser muito mais fácil por aqui"


"Eu não quero ir pra sala de estrela de cinema na creche. Eu sei que todo mundo tem que ir, até você, mas eu odeio quando tiram minhas roupas. Eu realmente devo ser ruim pros meus pais pra eles permitirem com que façam isso comigo. Eles disseram que algo horrível vai acontecer com meus pais se eu contar pra eles".


"Davey, morrer é como ir pro cinema mais cedo e ver o final da história antes de ver o resto, e então ficar pra ver o filme do início"


"A primeira vez em que a mamãe colocou fraldas nela, a vovó chorou"


"A mamãe teve que acordar cedo porque a vovô ficava perambulando. Uma vez a vovó acordou todo mundo gritando 'A polícia está vindo! A polícia está vindo'. Deus, você sabe o que está acontecendo com a nossa família".


"Eu falei pro Fluffy da vez que ouvi a Mamãe e o Papai conversando. A mamãe disse 'Bom, nós produzimos um filho brilhante. Me pergunto o que fizemos de errado com o Patrick'. O Papai disse, 'Talvez ele nem vá pra faculdade...'. 'Fala sério', mamãe disse, 'desse jeito ele nem passa de ano'. 'Alguma coisa está errada com ele. Precisamos encarar o fato de que ele é retardado".


"Eu não quero tirar a roupa pro médico e ficar andando pelado. Ele vai me dar 'coisas ruins', mamãe. Vão acontecer mais coisas ruins. Eu quero ir pra casa. Eu já fiz a 'cirurgia mágica'. 'Eles colocaram um monstro em mim".


"Eu odeio a escola! Eu simplesmente odeio! Eu nunca consigo uma figurinha de cara feliz. É bem difícil. Quando eles dividem os times pra competição de soletração, eu sempre sou escolhido por último, menos quando o Marvin vem pra escola. Ele tem doença mental. Uma vez no recreio o David disse: 'Como é ser a pessoa mais burra que já existiu, Patrick?'. Eu não me sinto bem. É assim que é. O recreio é a pior parte! Quando chove temos que jogar em times na quadra. Eu sou escolhido por último, claro. 'Você escolhe ele!'. 'Não, você escolhe ele!'. Então o professor diz, 'Patrick, você vai pro time A'. Jamie disse, 'Parece que estamos presos com você'. O time A perdeu".


"Na nossa vizinhança, David tem Aids".


"Eu estou bem. São vocês que tem um problema!".


"Mãe, o que vai acontecer com o técnico?"
"Eu não sei, querido. A polícia vai tomar conta dessa parte. Está tudo bem querer que ele seja punido. Eu sei que você está machucado e brabo e confuso e triste e envergonhado - tudo ao mesmo tempo. Quem não estaria?"


"A mãe dele passava horas no sofá deitada todo dia com sua camisola e enrolada num lençol. Kristen simplesmente não sabia mais como fazer sua mãe sorrir. E desde que sua mãe perdeu o trabalho e o seu pai se mudou, ela chora por horas todo dia. Ela não falava com os amigos, não comia muito e não parecia interessada no que acontecia com Kristen".


"No outro dia Daniel estava de volta à escola. Ele subiu no ônibus escolar com um elevador especial pra sua cadeira de rodas. Na sala de aula, sua carteira foi feita especialmente pra ele poder entrar e sair dela facilmente. Todo mundo na sala de aula tinha uma cópia do jornal matinal com a história sobre Daniel. Todos queriam saber como ele pulou pra conseguir abrir a porta do pátio, então Daniel pulou com uma das mãos e deu um giro. Eles tinham a foto! A professora dele sorriu e se inclinou pra falar com outro professor que estava ao seu lado. "Alguém especial vive naquele corpo", ela disse, "Alguém muito especial".


"Eles tomavam seus banhos juntos depois que a limpeza já tinha sido feita. Uma vez o técnico pediu ao Dino pra que ele lavasse suas costas. Parecia estranho, mas Dino pensou que o técnico nunca pediria pra ele fazer algo errado. Então, o técnico disse que ensinaria ao Dino algumas coisas sobre ser um homem, já que ele não tinha pai. Dino estava assustado, mas animado porque o técnico o ensinaria como um pai"


"Dino estava confuso quando coisas ruins começaram a acontecer. Um dia o técnico disse, "A maioria dos adultos te trata como uma criança, mas eu vou te tratar como um adulto". Uma vez, quando Dino recuou, o técnico disse, "O que foi, você não confia em mim?". Dino não sabia o que pensar. A atenção especial era legal e o técnico disse que não iria machucá-lo e que isso era o que pessoas faziam quando se amavam. No dia em que o técnico trouxe uma câmera e tirou fotos dos dois no chuveiro, Dino ficou assustado. O técnico disse, "Sua mãe não gostaria disso, então não conta pra ela".


Quando ele saiu da sala, eu disse, "Eu acho que são as drogas que fazem ele agir assim". "Drogas?", a mamãe disse, "Drogas?". "Sim, mãe. Por muito tempo".

Meu ponto é: crianças que passam por situações assim precisam de ajuda especializada, e não livrinhos impactantes.

Gostou do post? Então veja também:

Comente com o Facebook: