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HISTERIA COLETIVA: O transtorno de personalidade histriônica entre os jovens

PARTE 1 – Algo que sentimos e não soubemos explicar



Podemos sentir as coisas, desde que elas sejam reais, mesmo que não consigamos explicá-las. A realidade existe por si só (após sua criação, assunto no qual não vou me alongar por ser justamente muito longo pra um simples texto) sem necessidade da interferência humana (tirando as coisas que foram percebidas e transformadas por humanos, já que coisas feitas por humanos necessitam, obrigatoriamente, de humanos. Mesmo assim, tudo o que fazemos é baseado em uma realidade não-humana, carregando o peso acumulativo de descobertas, ou seja, interpretações certeiras da realidade, humanas). Isto é, se algo é verdade, mas uma verdade mais complexa do que minha imaginação racional abrange, eu não conseguirei explicá-la de forma racional, mas posso sim senti-la, ter um indicativo de que aquilo é real, como quem segue uma bússola sem poder ver o que aponta ela pro norte, sabendo que a força magnética existe e que ela é confiável.

Note que, em alguns momentos da sua vida, você buscou o significado de certas palavras no dicionário (considerando que você seja alguém que busque conhecimento, seguindo aos conselhos de um famoso extraterrestre). Em alguns desses casos, você sente que de certa forma sabia aproximadamente o significado de certa palavra, mesmo sem saber, só juntando a correlação dela com as outras palavras na frase com a etimologia que está no seu subconsciente. Não são em todos os casos, mas como isso aconteceu?

É o que eu disse no primeiro paráfrago: se algo é real, você pode sentir, e pode “tocar”, mesmo sem saber definir a coisa. Mas como sentimos? Pra chegar na resposta, precisamos separar “emoção”, “reação à emoção”, “razão” e “consciência”.

Primeiro de tudo vamos ao que você está mais habituado: a reação à emoção. Você não sente as emoções por elas mesmas, já que elas passam por diversas camadas da sua mente até chegar na sua consciência, onde você reage a elas. Se estou nervoso, posso escolher deixar isso de lado por algum motivo, ou me entregar ao nervosismo bruto e tentar bater na pessoa. É essa a diferença entre emoção e reação a ela. Claro que, levado pelo parágrafo anterior e o que seu senso segue, o que provoca a reação à emoção é a razão. Pra você (aqui o autor chuta) a reação à emoção é devido à razão batendo de frente nela, como duas ondas indo pra lados opostos se encontrando, e a água que espirra é o resultado.

Não. Imagine a razão como o motor de um carro. Ela se encarrega dos esquemas lógicos pra que, mecanicamnete, algo funcione. Mas um motor sozinho não vai a lugar algum. Ele não só precisa de um corpo com componentes vitais pra que ele atinja seu propósito, sendo o propósito levar pessoas em certa velocidade de um ponto a outro, e os componentes vitais sendo as rodas, o banco, etc. Mas mais importante de tudo, ele necessita de uma pessoa pra ser levada, e que essa pessoa controle seus movimentos, que, com um propósito, faz com que o motor possibilite a viagem. Se algo tem um sentido, esse está fora deste.

Então temos que a emoção é um sentimento humano causado pela reação de uma atitude externa com um pilar interno, parte essencial do que te constitui e que, quanto menos você se conhece, menos sabe sobre eles, que não deixam de ficar atuantes. O modo como agimos diante dessa emoção que nasce independentemente da nossa vontade é a reação à emoção. A razão é o que determina, misturada com a emoção e todas as camadas da mente por onde a emoção passou até chegar nela, como iremos agir, e a consciência é a pessoa no volante, que, diante de todas essas vertentes, toma uma decisão. Enxerga a pirâmide?





Essa explicação é essencial pro que vou afirmar: certa parcela das pessoas que discutem coisas como os rumos da sociedade sentiram, mas não souberam explicar, o diagnóstico de muitas das pessoas atuantes em assuntos morais e políticos que envolvem a sociedade brasileira (vamos excluir o diagnóstico de outros países por enquanto). Você já deve ter visto alguém falando sobre histeria coletiva, sobre “todo mundo” estar louco, sobre pessoas agindo sem pensar no que é sensato, de maneira “estranha”. Por quê?

Essas pessoas que sentiram esse diagnóstico também agem, ao meu ver, de forma errada. Agem com raiva da pessoa que se encaixa em seu diagnóstico sentido. Elas querem destruir essas pessoas, como se fossem capazes de escolher racionalmente as palavras que dizem, e que não fazem sentido algum.

Se enquanto, pela lei, somos responsáveis por todos os nossos atos, não devemos levar ao pé da letra essa regra para nossas relações pessoais. É claro que alguém completamente bêbado, ao bater em alguém, deve responder pela agressão caso aja queixa, mas quando falamos do nosso tio bêbado que tentou bater em outro tio, podemos relevar a condição ébria em que se encontrava justamente por ser alguém que nutrimos certo sentimento.

Não que de qualquer forma isso seja certo, mas sabendo que, nesse caso, o certo é uma bela bronca e não um boletim de ocorrência. Quanto a esse diagnóstico o mesmo se aplica: devemos amar ao próximo, e não destruí-lo diante qualquer defeito. A esses defeitos, temos que saber que a pessoa está dominada por certa lógica maldosa que impede a verdade, quando jogada na cara, de surtir o efeito que surte em pessoas saudáveis, destruindo qualquer mentira que residia em sua mente. Essas pessoas, quando lidarem com algo que é verdade mas bate de frente com alguns dos pilares que sustentam sua vaidade, ou seja lá o vício que for, tentarão corrompê-la, com os truques mais sujos, pra que ninguém tenha que lidar com ela, criando o mundo perfeito e mentiroso onde querem viver.

A tentação que te atinge pra que se sinta raiva dessas pessoas é muito grande. Tão grande que muitas vezes você não se preocupa em se aprofundar no assunto e atingir aquela lógica com a lógica verdadeira e superior que torna-a obsoleta. É exatamente o que essa lógica maldosa, criada por poucas pessoas, mas residente de muitas, quer. Te atingir pela emoção, te trazer pra dentro de uma discussão nem um pouco pertinente, pra que se ganhe tempo, ou esquecimento. O tempo ganho será aproveitado pra tramar algum drible lógico onde eu derrubo o adversário que luta pela verdade, diante grande público. O que importa é a plateia. O esquecimento evita qualquer derramamento de sangue. É mais “lucrativo”.

Porém, ainda devo muitas explicações, e quanto mais explico, mais essas explicações anseiam pra serem explicadas em sua mente. Não pretendo ficar em dívida com você.

A primeira possibilidade é que você pense: “mas pera, eu não sinto raiva das pessoas, não enxergo mentira subliminar nenhuma, cada um é cada um, de que porra você tá falando?”. Caso pense assim, as possibilidades são duas: 1) Eu sou maluco e detectei algo que não existe; 2) Eu e mais pessoas detectamos algo que você não detectou. De qualquer forma, meus argumentos pra que exista uma síndrome coletiva e suas causas virão a seguir. É aqui onde o texto começa.

PARTE 2 – Sobre o transtorno

Pra que eu comece a argumentar pela teoria de que existe um transtorno coletivo entre os jovens (com exceções etárias, claro), eu preciso passar por algumas etapas: 1) Especificar qual transtorno é esse e como ele funciona; 2) Relacionar ele com aquela coisa que foi sentida mas não explicada.

Caso você conheça alguém afetado por esse transtorno, irá imediatamente associar a pessoa aos sintomas. É assustador como as coisas se encaixam. Eis os sintomas:

  1. Comportamento exibicionista;
  2. Busca constante por apoio ou aprovação;
  3. Dramatização excessiva com demonstrações exageradas de emoção, tais como abraçar alguém que acabou de conhecer ou chorar incontrolavelmente durante um filme ou música triste;
  4. Sensibilidade excessiva frente a críticas ou desaprovações;
  5. Orgulho da própria personalidade, relutância em mudar e qualquer tentativa de mudança é vista como ameaça;
  6. Aparência ou comportamento inapropriadamente sedutor;
  7. Sintomas somatoformes, e utilização destes sintomas como meio de chamar atenção;
  8. Necessidade de ser o centro das atenções;
  9. Baixa tolerância à frustração ou à demora por gratificação;
  10. Angústia provocada pela alternância de crença nas próprias mentiras insustentáveis (mitomania);
  11. Rápida variação de estados emocionais, que podem parecer superficiais ou exagerados a outrem;
  12. Tendência em acreditar que relacionamentos são mais íntimos do que na realidade o são;
  13. Decisões precipitadas;
  14. Difamação de pessoas que competem com sua atenção (cônjuges de pessoas próximas por exemplo)

Ao olhar isso de forma assustada e portanto superficialmente, você é levado a crer que a pessoa foi tomada por uma espécie de Ebola que desperta essas 14 características nela. Mas não. Cada característica dessa tem um mecanismo e um motivo próprio, todas ligadas umbilicalmente a uma semente central, o logarítimo mesmo que desencadeia não só um processo subconsciente na pessoa, mas uma série de decisões que gradativamente vão tornando a pessoa escrava da mentira. Os sintomas aqui descritos estão em diversos sites então vou evitar essa coisa de dar cartada no final do post com a seção 'fontes' e 10 mil links que você não vai clicar. Você sabe usar o Google.

Tente enxergar que todas essas coisas, de forma mais ou menos aleatória, leva a outra, potencializa a outra, como um núcleo retroalimentativo que, por diferentes componentes, energiza todos eles, fazendo com que todos atinjam sua potência máxima uma hora ou outra. Ou seja, temos uma lógica maldosa e por enquanto inacessível criada sabe-se lá por quem com intuitos que por hora sabemos ser ruins, mas sem sabermos o objetivo concreto da situação, já que não temos nomes ou provas. Temos apenas você e eu olhando ao nosso redor (por enquanto).

Vamos passar para a prática: os motivos dos sintomas e a ligação entre eles.

  1. Comportamento exibicionista

Já que não tenho o intuito de inovar o método como escolhemos a ordem pra abordar um assunto com vários tópicos, começo pelo primeiro sintoma ali descrito (não que a ordem de aparecimento deles na pessoa seja a mesma do texto).

Vou explorar os motivos para alguém gostar de “se exibir”, e se uma pessoa exibicionista pode ser saudável. Primeiro: o que é “se exibir”? Não me refiro à ousadia de mulheres da Arábia Saudita de mostrarem parte da canela em público. Nem pelo simples ato de me tornar visível. Se exibir é querer ser mais visível. Mas claro, não trato aqui da pouca opacidade da sua pele. Não se trata do visível físico. A pessoa que se “exibe” seleciona uma alegoria que desperta o foco da consciência de terceiros, e geralmente tende a ansiar por uma parcela cada vez maior desses terceiros. Ela pode estar na roupa, numa música, numa fala, num pequeno detalhe bem dosado. Mas o que caracteriza o comportamento exibicionista ainda não está aí. É aí que está a linha tênue entre virtude e vício. Um bom músico, em um grande palco e com grande público, não é exibicionista. Sim, ele está atraindo muitos focos para si, com o intuito de mostrar algo. Mas o bom músico sabe que ele está mostrando algo maior do que ele. A música não representa a sua pessoa. Ele representa a música. Ele está ali em nome dela. O músico exibicionista (só pra usar o mesmo exemplo) não quer representar a música. Ele quer representar ele mesmo usando a música como uma ferramenta. Ele quer a massagem no ego com todos aqueles elogios. Não se importará então com a busca pela perfeição e pela beleza de algo maior que ele, e sim com lapidar ilusóriamente sua imagem a certo grupo de pessoas. A música empregada com tal objetivo nem importa muito.

É claro, se delicia o bom músico quando percebe que aquilo que ele captou outros captam também por meio dele e gostam disso. Ele se sente bem ao fazer o bem. Não é o prazer que define a culpa. O que torna o comportamento exibicionista como algo sempre defeituoso é isso: o sentido dos focos (“a atenção”) chamados pra si são justamente esses focos, como uma cocaína. Não há sentido maior. É um ciclo vicioso. Sim, o vício. Logo em que permite com que os afagos da plateia por eles mesmos deliciem a sua alma, uma decisão é tomada, porque toda permissão consiste no ato de decidir. E como diz Viktor Frankl, a decisão de hoje é o impulso de amanhã (mecanismo do espírito que é essencial se tornar consciente o quanto antes). Logo, “chamar atenção” e “se exibir” se torna um impulso. Pouco tempo está entre esse estágio e a necessidade. Isso desencadeia o segundo sintoma citado:

    2) Busca constante por apoio ou aprovação;

Como eu disse, essa ordem não é necessariamente a que vai acontecer na pessoa. Eu poderia muito bem citar o sintoma 2 como causa do sintoma 1, e não o contrário, como foi feito aqui, e não estaria errado! Todos estão ligados umbilicalmente a alguma coisa central (falarei dela depois), e todos se alimentam uns dos outros e podem ativar a característica adormecida e essencial pro funcionamento pleno da personalidade histriônica.

A ordem seguida aqui é só pela circunstância, já que alguma deveria ser escolhida.

A partir do momento em que a busca por apoio e aprovação se torna um vício, não importam mais os meios usados pra conseguir isso. E você sabe: é muito mais fácil conseguir esse apoio e aprovação mentindo do que de fato conseguir isso com base em algo real, já que a verdade é uma só, as mentiras tendem ao infinito. Mas aqui a simulação pode ser da verdade histórica, ou seja, do que aconteceu e não aconteceu, ou da verdade emotiva. É muito mais fácil a pessoa começar a simular emoções. O que nos leva pro terceiro sintoma.

  1. Dramatização excessiva com demonstrações exageradas de emoção, tais como abraçar alguém que acabou de conhecer ou chorar incontrolavelmente durante um filme ou música triste;

A pessoa, sem ter nenhum sentimento quanto a sua imoralidad em fingir sentimentos pra deturpar mentes, abraça quem não gosta, xinga quem não odeia e acaba se tornando uma espécie de político andando na rua. Ela cria um personagem que pra ela é perfeito, pois geralmente é adorado, nunca contestado, etc, já que, por meio de seus artifícios psicológicos, consegue corromper mentes em discussões e tensões. Ela consegue também simular a pessoa perfeita pra você. Ela consegue enxergar que tipo de pessoa você gosta, e consegue simular de forma incrível tudo o que você quer nessa pessoa. Isso explica também o nosso quarto sintoma.

  1. Sensibilidade excessiva frente a críticas ou desaprovações;

Qualquer crítica, qualquer ataque à sua conduta ou personalidade, e um chilique sem muito sentido, mas que te envolve em uma espécie de feitiço onde você acaba ou fugindo ou deixando pro esquecimento certa situação. Volte ao que eu disse na parte 1 desse texto. Eu facilito:

A tentação que te atinge pra que se sinta raiva dessas pessoas é muito grande. Tão grande que muitas vezes você não se preocupa em se aprofundar no assunto e atingir aquela lógica com a lógica verdadeira e superior que torna-a obsoleta. É exatamente o que essa lógica maldosa, criada por poucas pessoas, mas residente de muitas, quer. Te atingir pela emoção, te trazer pra dentro de uma discussão nem um pouco pertinente, pra que se ganhe tempo, ou esquecimento. O tempo ganho será aproveitado pra tramar algum drible lógico onde eu derrubo o adversário que luta pela verdade, diante grande público. O que importa é a plateia. O esquecimento evita qualquer derramamento de sangue. É mais “lucrativo”.

Essa sensibilidade excessiva não é um impulso. É algo calculado e muito consciente. Essas pessoas geralmente não são muito inteligentes, mas são muito boas em te atacar emocionalmente. Percebendo, por exemplo, aquele argumento arrematador, que acaba com a discussão, ela simplesmente ignora e repete, de forma raivosa, algo que pode te irritar muito e que já foi dito e desmantelado antes. Ele sabe que 1) seu argumento venceu o dele; 2) que você vai ficar com raiva disso e debilitado emocionalmente conforme ele consegue te segurar. Essa pessoa já manipulou tanta gente a ponto de chegar numa soberba que considera todos como formigas. Na verdade, não sei ao certo o que aí é causa e efeito. De qualquer forma, explica nosso quinto sintoma.

    5) Orgulho da própria personalidade, relutância em mudar e qualquer tentativa de mudança é vista como ameaça;

Ela te considera uma formiga. Como ousa tentar me reduzir, tentar apontar um erro meu, como ousa? Você deve ser destruído. Você, pessoa normal (normal no sentido de “sem doenças”. Não quero estragar sua noção de que você é especial e um dia vai mudar o mundo, fique tranquilo), não consegue entender como ela consegue simplesmente ignorar, racionalizar a coisa, após aquele argumento que mostra por a+b que ela está errada (já que você, diante de argumento igual dirigido a você, percebe seu erro e muda sua conduta). Simples: em alguém soberbo não há humildade. Não há auto-consciência. Não há tino moral. Ela não quer saber se está certa ou errada. Quer saber se é bem vista ou não. Uma mente predatória sabe que quanto mais domínio sobre certo grupo, mais coisas ela consegue. A única vontade dela é o prazer, a custa de quem quer que seja. Isso inclui o sexo. Sabe aquela frase que no final diz que sexo é sobre poder? Ela não é válida pra ser humanos saudáveis, mas pra quem sofre da síndrome de personalidade histriônica é uma sina.


  1. Aparência ou comportamento inapropriadamente sedutor;

Interpreta errado quem acha que esse sintoma indica uma pessoa que fica passando a mão em você em público. Em mentes despreparadas, uma pessoa assim convence que vocês dois são almas gêmeas em questão de dias. Já expliquei que essa pessoa consegue simular exatamente quem você quer que a pessoa perfeita seja. Que dificuldade então ela teria de fazer você se apaixonar por ela?

Agora já está óbvio o modo predatório que uma pessoa assim age: ela não quer o seu bem, ela quer te consquistar, como alguém normal quer terminar um jogo de videogame, que depois será descartado, já que não há mais uso, não há graça, não há mais desafio. Desafio? O desafio pra alguém assim é “hackear” sua mente. É bastante consciente. Já ouviu a história de hackers que invadem sites por prazer, só pra conseguir? Em sua vida pseudo-amorosa essa pessoa é assim, só que com mentes. Um namoro só surge na vida dessa pessoa quando: o ciclo de amizades do(a) namorado(a) lhe interessa; quando o namoro vai fazer bem pra sua imagem pessoal (esse exemplo cabe muito bem no namoro falso com mulher bonita); ou ela não consegue se desvincilhar da pessoa, após a conquista, já que tal desvincilhamento acarretaria em morte política em certo grupo. No último caso, o namoro é segurado uns 4 ou 5 meses até que um bom motivo possa ser “cavado”.


Creio que, a partir desse momento, eu não precise mais continuar a fazer essa análise sintomática. Com base em tudo o que eu disse, volte nos sintomas, e tente enxergar as explicações deles. Pode ser uma experiência assustadora de início, mas você vai saber. Você vai saber porque essa pessoa tá assim. Porque ela faz tais coisas; Porque ela não fez outras tais coisas; O que se passa na cabeça dela, etc. Vá lá e tente.

O que fazer? Como se livrar disso? O QUE EU DEVO FAZER CASO EU TENHA PERCEBIDO QUE UMA PESSOA ASSIM ESTÁ PRÓXIMA DE MIM? Calma, não mate ela ainda.

PARTE 3 – LUTA, PERDÃO E CURA.

Adjure te, spiritus nequissime, per Deum omnipotentem

Primeiro de tudo, você não deve odiar essas pessoas. Elas se perderam em um lodo mental grotesco. Ela mesma está lá dentro, em algum lugar, sem controle do que faz. Além disso, agora você entende o que aconteceu, e do entendimento vem o perdão. É essencial que se perdoe essa pessoa, porque ela não sabe o que faz. A pessoa que você quer está lá dentro.

Como curá-la então? Com a verdade. Andrew Lobaczewski, em seu livro “Ponerologia – Psicopatas no poder” começa o estudo da maldade. As raízes do mal e como curá-la. No final desse livro ele aponta que a solução é essa: o perdão e depois a verdade. É na parte da verdade que vem a luta.

Por exemplo: quando você perceber que a pessoa está usando alguma tática citada aqui, você vai dizer que tática é essa, e vai dizer porque ela faz isso e o que ela quer alcançar. Você vai mostrar que sabe o que ela é. Ela primeiro vai negar veementemente. Não desista. É o “sistema imunológico” da personalidade histriônica agindo. Não é a pessoa. Continue e a presença dessa personalidade, guiada pelo medo, ficará bem clara. Logo após isso, virá a tentativa de manipulação, tentando fazer com que você esqueça o assunto, que ela entendeu. Não desista. Se aprofunde. A fase da intimidação chegará. Raiva simulada, talvez até ameaças.

Não desiste até você mostrar pra pessoa não só que você sabe o que ela é, mas o quão pequeno isso é. Você, pela primeira vez, deve fazer com que ela olhe para si. Será uma luta, mas é só assim.

Caso você não consiga, ou sinta que não vá conseguir, simplesmente se afaste. Vá embora. Abandone-a. Com sorte, ao perceber que alguém simplesmente viu o que ela é, e decidiu abandoná-la, a dor levará a pessoa pra luz.



Sou apenas uma pessoa. Esse assunto pode e deve ser aprofundado. É algo real, e a partir de agora você conseguirá reconhecer ao seu redor as pessoas (que não são poucas) afetadas também por isso (muitas estão também afetadas pelo pensamento reversivo, que explicarei em outro texto). Sim, estamos praticamente em uma guerra e sua arma é a verdade.

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