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Caso queiram lançar um ataque nuclear, Trump ou Hillary terão que seguir esses passos:

O assunto do momento é a eleição presidencial dos EUA, até porque parece que o ocidente inteiro se preocupa com a questão, que parece decisiva pra todos nós. Uma coisa é unanimidade: todos pensam que, caso aquele que apoia perca a eleição, o ocidente está perdido. O que aconteceria se uma pessoa louca governasse os EUA? Quais seriam os passos que ela teria que tomar pra lançar um míssil nuclear, por exemplo? O Bloomberg perguntou isso pro Bruce G. Blair, que já foi um oficial envolvido no procedimento de lançamento dos mísseis e trabalha em pesquisas sobre segurança global na Universidade de Princenton. Veja o que o Presidente dos EUA precisa fazer pra lançar um míssil nuclear:

1) O(a) Presidente considera o lançamento:



Os limites do poder dele são claros: ele ou ela tem plena autoridade pra lançar os mísseis. 

2) O alto-escalão é convocado:



Conselheiros militares e civis escolhidos pelo presidente participam de uma conferência onde dão opiniões sobre o lançamento. Na Casa Branca, a conversa acontece na "Situation Room". Se estiver viajando, o Presidente é colocado em uma linha segura via satélite. Uma pessoa-chave participa da conferência: o Diretor de Operações do Pentágono, um oficial responsável do Comando Militar Central Nacional, também conhecido como "Sala de Guerra". Esse centro é responsável por preparar e transmitir a ordem de lançamento do Presidente. O diretor do setor de estratégias nucleares, do Comando Estratégico, em Omaha, também pode ser chamado pra dar seu parecer.

[Tempo passado até aqui: menos de um minuto]



Essa conferência dura o tempo desejado pelo Presidente, mas caso mísseis estejam a caminho dos EUA e ele precise ordenar um contra-ataque, ela pode durar menos de 30 segundos. O curto limite de tempo aumenta os riscos de um lançamento contra um alarme falso.

3) O Presidente decide lançar o(s) míssil(eis)





Alguns conselheiros podem tentar mudar a decisão do Presidente ou renunciar em protesto, mas de qualquer forma o Pentágono deve agir conforme a ordem dada.

4) A ordem é verificada



O Diretor da "Sala de Guerra" do Pentágono precisa autenticar formalmente que a pessoa pedindo a ordem é mesmo o Presidente. Ele lê um "código-desafio", composto de várias sílabas com duas letras que correspondem a outra.. O Presidente recebe o "biscoito", cartão laminado que o militar encarregado na Casa Branca sempre carrega, e diz a sílaba correspondente. Vendo no exemplo, se o Diretor disser "Delta-Echo" (termos do alfabeto fonético da OTAN), o Presidente deve dizer "Charlie-Zulu".

5) A ordem é mandada



A "Sala de Guerra" se prepara pra mandar a ordem, uma mensagem que contem o plano de guerra escolhido, a hora do lançamento, códigos de autenticação e códigos necessários pra liberar os mísseis antes de lançá-los. A mensagem codificada e encriptada tem certa de 150 caracteres (quase o tamanho de um tweet). É transmitida pra todos os comandos no mundo inteiro e mandada diretamente pra equipe de lançamento.

[Tempo passado até aqui: dois ou três minutos]



O submarino e a equipe responsável pelo ICBM (sigla em inglês pra "míssil balístico intercontinental") recebem a ordem após segundos de sua transmissão. 

6) A equipe de lançamento assume a tarefa




Com a mensagem de lançamento em mãos, a equipe de lançamento abre os cofres com os códigos do SAS (Sistema de Autenticação Selada), preparados pela Agência de Segurança Nacional (NSA), que são distribuídos pela cadeia de comando da área nuclear do exército. Eles comparam os códigos dos cofres com os transmitidos na mensagem.

7A) Se os mísseis forem lançados do submarino:



O Capitão, o Oficial-Executivo, e dois outros da equipe de lançamento autenticam a ordem. A mensagem com o código de lançamento provê a combinação pra um cofre à bordo que contém a chave pro controle de lançamento. Os mísseis estão prontos pra serem lançados em aproximadamente 15 minutos após a ordem ser recebida.

7B) Se os mísseis forem lançados do continente:



Cinco equipes de lançamentos escolhidas aleatoriamente dentre vários centros subterrâneos controlam um esquadrão de 50 mísseis (10 mísseis cada um). Cada equipe consiste de dois oficiais. As equipes são separadas por quilômetros de distância. Cada uma delas recebe os códigos e compara com as do cofre. Se o resultado for positivo, a equipe digita os dados no sistema de lançamento. O código faz com que o míssil vá do alvo programado no oceano (alvo-padrão pra tempos de paz) para o alvo desejado. Outros códigos fazem com que o míssil seja desbloqueado. As 5 equipes desbloqueiam o míssil e "votam" pra que ele seja lançado. Caso o voto seja pro lançamento, a equipe deve apertar tal botão no momento certo. Caso o voto seja contrário, a equipe não deve apertar nada. O voto acontece simultaneamente.

7B.2) Provavelmente o míssil será lançado após a votação



São necessários apenas dois votos pra que o míssil seja lançado. Então mesmo que três equipes decidam não lançar, o míssil irá pro seu alvo.

8) Os mísseis são lançados: 


Caso seja lançado pelo continente, da decisão do Presidente até o lançamento podemos esperar por volta de 5 minutos. Agora, se for pelo submarino, o negócio pode levar até 15 minutos. Uma vez lançado, a decisão não pode ser revertida.

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