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Laudo aponta 1ª morte da história por overdose de maconha e causa polêmica entre especialistas


Uma mulher de 39 anos da Louisiana, nos EUA, foi a primeira pessoa a morrer por overdose de maconha na história, de acordo com os laudos médicos. A vítima foi achada morta no sofá de seu apartamento em fevereiro, e o laudo saiu recentemente.





"Eu procurava níveis elevados de álcool ou alguma outra droga em seu sangue, mas fiquei surpreso em descobrir que a única substância achada em excesso foi o THC", disse o responsável pelo laudo, Christy Montegut.

O THC, ou Delta-9-tetrahidrocanabinol é o principal composto ativo da maconha. O namorado da falecida mulher disse à polícia que ela usava um cigarro eletrônico pra fumar a planta. "Para a maconha ser apontada no exame, os níveis de THC devem estar acima de 0.5", Christy disse. "No laudo dela, eles estavam em 8.4 nanogramas por milímetro cúbico de sangue", 15x a quantidade que é considerada um índice alto.

"É possível que, em altos níveis, a maconha possa causar uma depressão respiratória, e dependendo da quantidade, você pare de respirar". Ela também estava tratando uma infecção respiratória, que aliado ao uso da planta, pode ter causado a parada.

Alguns especialistas apontam que é possível que o exame toxicológico não tenha detectado outras drogas, ou que alguma coisa individual no corpo dessa mulher tenha causado uma reação diferente ao THC.

"Com o aumento do uso do THC, mais e mais pessoas estão começando a ter reações adversas à droga".

Do outro lado da história, alguns especialistas contestam o resultado. "Sabemos que milhões de americanos usam produtos com THC bilhões de vezes por ano. Não milhões, mas bilhões", disse Keith Humphreys, ex-conselheiro do Centro de Políticas para o Controle de Drogas da Casa Branca. "Isso quer dizer que se o risco fosse de um para um milhão, teríamos 1.000 mortes por ano por overdose de maconha, e isso não acontece". O ex-conselheiro ainda diz que o laudo pode ter negligenciado outras causas que contribuíram para a morte. Ele continua: "mas vamos supor que seja verdade: ela morreu de overdose de maconha. O que podemos concluir sobre isso? Do ponto de vista político, nada. Só podemos concluir que é extremamente difícil algo assim acontecer".

Enquanto isso, um professor da Universidade de Toronto chamado Bernard Le Foll disse que a dose encontrada no sangue da mulher era de 8.4, e que algo entre 100 e 1000 vezes essa quantidade seria necessário pra causar a morte, o que é mais ou menos 20.000 baseados.

Porém, o THC começa a sumir do sangue muito rápido, e a quantidade no momento da morte foi, de fato, muito maior do que a encontrada. Pode ter acontecido do óleo escorrido da "vape-pen", um tipo de cigarro eletrônico onde você coloca a maconha, ter levado altas doses concentradas de THC pro corpo da mulher e levado a uma parada respiratória.

Seja como for, outros especialistas analisarão o caso pra respostas mais conclusivas.


Fonte: CBS e WSB-TV