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Cientistas descobrem que quem usa muito o celular desenvolve "espinhas ósseas" na parte de trás da cabeça


Pressione com os dedos a parte de trás da sua cabeça, na junção do crânio com a nuca. Se você está sentindo algo pontudo, é um sinal de que está usando demais o celular. E segundo cientistas, é um fenômeno cada vez mais comum em pessoas que passam muito tempo no celular.


David Shahar, um cientista médico da Universidade de Sunshine Coast, Austrália, disse que nos últimos 20 anos o número de pessoas que aparecem com o fenômeno vem aumentando exponencialmente, e antes, tal coisa era rara. Se chama protuberância externa occipital, e foi primeiro detectada em 1885 pelo cientista Paul Broca. "Ele não gostava de estudar o tema porque era muito difícil achar alguém com tal protuberância".

Mas agora, em um recente estudo David e um co-autor publicaram no Jornal da Anatomia que o fenômeno vem aparecendo mais e mais no raio-x, principalmente em jovens. Curioso, ele reuniu 218 chapas e percebeu que elas só estavam aparecendo em pessoas de entre 18 e 30 anos. A espinha óssea deve ter 5mm pra se enquadrar no fenômeno, e com 10mm ela já é considerada grande. 

Assustadoramente, na maioria dos casos analisados pelo cientista, as espinhas passavam dos 20mm e uma chegou a 37.5mm. Isso acontece quando uma estrutura óssea começa a se desenvolver ao redor de um tendão ou um ligamento que precisa de reforço, porque constantemente está sendo tensionado, mais do que deveria biologicamente. 


Mas por que acontece? Quando usamos o celular ficamos com a cabeça inclinada pra baixo, e quem o usa o tempo todo também está o tempo todo com a cabeça inclinada. Daí que o corpo detecta a necessidade de um reforço na junção do crânio com a nuca, e começa a desenvolver uma nova estrutura óssea ali. David ressalta que, se o hábito não para, a protuberância cresce indefinidamente, e ele não sabe quais serão as consequências extremas disso.

Fonte: BBC