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Vila Sésamo lança personagem cuja mãe é viciada em drogas - e divide opiniões


A Vila Sésamo é um dos programas infantis que mais duraram (e ainda dura) na história da televisão. Recentemente, um novo personagem foi acrescentado ao elenco de fantoches: um cuja mãe é viciada em opioides, e sofre por isso.

O nome dela é Karli, e ela irá falar nos episódios sobre como as drogas afetam a sua família e a sua infância. Os criadores do show alegam que milhões de crianças, atualmente, passam por essa situação, e que muitas vezes, essas crianças não têm ninguém que as entende. Estima-se que 5.7 milhões de crianças enfrentam essa realidade só nos EUA.




O personagem se aproximará da questão com compaixão, de modo que as crianças possam entender. O episódio ilustra que o vício é uma "doença adulta", e enfatiza que as crianças não são de modo algum culpadas pelo comportamento dos pais.

"Não tem mais nada por aí que lide com esse assunto com crianças, da perspectiva deles", diz Kama Einhorn, uma das criadoras de conteúdo da Sesame Workshop. Diz ela também que, caso o pai da criança esteja ouvindo o programa, isso pode ajudá-lo também a entender que seu filho está sofrendo com seu vício.

Em uma das cenas, o personagem Karli diz: "O vício é uma doença que faz as pessoas pensarem que precisam tomar remédios ou beber álcool pra se sentirem bem. Minha mãe estava enfrentando um período difícil por causa do vício e achei que minha família era a única com esse problema. Mas agora que encontrei tantas crianças enfrentando o mesmo, sinto que não estou sozinha".


A criação das cenas e os diálogos foram coordenados por Jerry Moe, diretor nacional do Programa Hazelden Betty Ford para Crianças. "Essas crianças são as primeiras a serem feridas, e as últimas a serem ajudadas", diz Jerry, sobre as crianças que vivem com pais viciados em drogas. "Quando eles virem Karli e aprenderem que isso tudo não é culpa deles, e essas coisas são difíceis e que não tem problema eles sentirem essas coisas, isso é importante. Ensina que há esperança".

Porém, algumas pessoas podem considerar que um programa infantil acabe adquirindo um tom macabro, e crianças que não vivem essa realidade podem ser constrangidas pelo assunto (que não fazem ideia do que seja).