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Mãe de 39 anos é proibida pelo governo de ter mais filhos após dar à luz a 44ª criança


O governo da Uganda proibiu Mariam Nabatanzi de ter mais filhos. Embora a decisão seja incomum, o governo sentiu que esse caso é extremo e precisava de intervenção. Mariam se casou aos 12 anos de idade e um ano depois teve gêmeos.



 

Durante as cinco gravidezes que vieram após a primeira, também nasceram gêmeos. Depois vieram quatro gravidezes com trigêmeos e cinco gravidezes com quadrigêmeos. Seu marido a abandonou há 3 anos atrás, e desde então ela cuida sozinha de 38 crianças (seis, infelizmente, faleceram).

Essa grande família vive em pobreza extrema. Ela vive em um conjunto de 4 casas no meio de uma plantação de café. O governo local então proibiu a mulher de ter mais filhos. Convocada ao hospital, a mulher disse depois que o médico "cortou o seu útero de dentro". Teria o governo esterilizado essa mulher sem o seu consentimento? Depois de ter feito exames após tantos gêmeos e trigêmeos e quadrigêmeos, os médicos descobriram que os ovários dela são gigantescos. 

"Cresci em meio às lágrimas. Meu marido fez com que eu passasse por muito sofrimento", disse a mulher em entrevista. "Todo o meu tempo é gasto cuidando das crianças ou conseguindo algum dinheiro". Ela trabalha em uma série de "bicos" pra conseguir alguma grana. Seja com decoração de cabelo, decoração de eventos, venda de metais recicláveis, venda de um gin local e venda de ervas medicinais, por exemplo.

O filho mais velho, Ivan Kibuka, de 23 anos, teve que largar o ensino médio porque sua mãe não tinha dinheiro pra pagá-lo. Porém, agora com as crianças crescendo, Mariam percebeu que pode colocar todo mundo pra trabalhar e ganhar uma grana. Segundo ela, eles conseguem fazer, juntos, 25kg de farinha por dia. Em 40 dias, produziriam uma tonelada.

Que essa grande família um dia encontre conforto.