Arquivo do blog

Tecnologia do Blogger.

Garoto começa a defecar durante stream de Mafia 3 e mãe desesperada tenta fazê-lo ir no banheiro


Há algum tempo era ridículo falar em "vício em jogos" em um sentido sério. Falávamos no máximo "você é um viciado" quando alguém demonstrava habilidades impressionantes em um jogo, indicando que passou um bom tempo treinando.

Porém, hoje estamos começando a ver os frutos de uma geração que cresceu com acesso irrestrito a jogos com gráficos muito bons, bem diferente dos Super-Nintendos que jogávamos por 40 minutos na infância uma geração atrás. Oras, pra uma criança, que é muito propensa a ser guiada pela volatilidade da imaginação, é preferível ter parte ativa neste mundo imaginário e alucinante dos jogos do que fazer coisas bregas como "ler" ou ter parte em brincadeiras motoras que de fato acrescentam algo na vida da criança.




Desconhecíamos, até então, os efeitos que seriam surtidos na mente destas crianças que cresceram mais imersas nestes jogos do que na realidade, mas agora eles começam a aparecer. Um exemplo é o caso macabro desse vídeo.

A primeira coisa que alguém pode pensar é que este menino de uns 10 anos de idade tem alguma deficiência de nascença. Não é o caso. Eu consegui achar vídeos de um canal do Youtube dele, onde ele fala sobre coisas de seu cotidiano (mas óbvio, a identidade dele não será publicada aqui). Ele tem, certamente, uma dificuldade na dicção, mas seu problema mesmo é a hiper-imersão nos jogos.

O jeito que a mãe dele lida com a situação que você verá no vídeo também indica que não se trata de uma deficiência mental de nascença. A mãe fica muito nervosa e diz "vai pro banheiro agora! Você está se defecando inteiro! Vai agora ou eu juro que vou destruir todas essas suas coisas!". O menino fazia uma transmissão ao vivo no momento em que aconteceu, e não quis abandonar o jogo pra ter que lidar com suas necessidades naturais. Ele se limita a dizer "agora não" e "what the hell", enquanto deixava cocô escorrer por suas pernas.

Veja por você mesmo: 


Porém, como isso acontece? A realidade se tornou um peso para o garoto. Este mundo imaginário onde posso tudo, inclusive morrer e reviver quantas vezes eu quiser enquanto estou numa saga cheia de adrenalina e salvo o mundo é muito melhor do que esta infância semi-patética (a criança começa a ter essa visão quando vem a puberdade e ela começa a se comparar com os mais velhos). E este peso que é a realidade é esquecido em nome da ficção fantasiosa onde elas têm parte ativa. Em alguns casos extremos, até falar é ruim, até as necessidades naturais são negligenciadas.

Pesquise, por exemplo, casos de crianças que morrem após 2 dias seguidos de jogos. Não são poucos os casos. Não me pergunto no momento de quem é a culpa. Mas me pergunto quanto ao fenômeno em si. É claro que estes preferem a ficção do que a realidade. E se no futuro alguém oferecesse a estes uma espécie de lar fundado em realidade virtual? A promessa de viver neste mundo fantasioso, abandonando pra sempre a realidade? Veríamos um grande êxodo rumo à ficção? Acaso entraremos voluntariamente na Matrix? É de se pensar.