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"Elas não podem dizer não": conheça os homens que exigem ser amamentados pelas esposas

Foto ilustrativa
 
"Ele diz que gosta do gosto, e que ajuda a manter a sua saúde. Ele se sente bem depois", disse a mulher de 20 anos, que vive em Uganda. Ela tem um bebê de 6 meses, e seu marido diz que ele também deve ser amamentado.




Ela foi uma das entrevistadas pela Universidade de Kyambogo por sociólogos que estão fazendo o primeiro estudo da história sobre esse comportamento: o de homens que exigem serem amamentados pelas esposas.

Para entenderem mais esse comportamento, os cientistas, liderados por Rowena Merritt, uma socióloga da Inglaterra, foram a um vilarejo rural chamado Buikwe. O comportamento é tido por algo comum nessa região. Muitos sabem que esse hábito é comum entre casais de Uganda, Quênia e Tanzânia.

Um dos entrevistados disse: "Eu sei que outros homens fazem isso, mas nunca conversamos sobre". Rowena diz que isso sugere que o comportamento é comum, mas não é socialmente aceito, ou é tido como algo de privado.

 Casal da Tanzânia durante cerimônia. Rostos ocultados em respeito à privacidade

O estudo descobriu que na maioria dos casos o marido bebe o leite antes do bebê, normalmente uma vez por dia, às vezes mais, e cada sessão dura em média 1 hora. Os homens que são adeptos da prática dizem que é revigorante: "Me sustenta. Eu vou pra casa na hora do almoço e isso me alivia o estresse no meio do dia de trabalho", disse um deles.

Peter Rukundo, um dos condutores do estudo da Universidade, disse que existem certas lendas urbanas sobre beber o leite materno, como poderes curativos até sobre o câncer. Alguns dos adeptos dizem que além do alívio do estresse, é um modo do casal mostrar carinho um pelo outro, e se unirem ainda mais. Outro diz: "quando estou bebendo, me sinto como se estivesse sendo cuidado, e isso é viciante. Eu me sinto um príncipe". E outro: "elas não podem dizer não quando você se torna obcecado por isso".

Porém, do lado das mulheres, as motivações pra que permitam que seus maridos façam isso é diferente. "Se eu não deixar, temo que meu marido procure outra", diz uma das entrevistadas.

Estranhão.

Fonte: The Guardian