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Mulher toma sem querer 550x a dose "normal" de LSD e a brisa de 46 horas foi tão louca que cientistas foram estudar o caso


Qualquer um que tomou uma dose para além do que deveria ter tomado ou correu sério risco de vida ou teve uma experiência nada agradável, achando que ia morrer, ao menos. E isso vai desde o álcool, até remédios de farmácia e com certeza vale pro LSD. Se alguém toma o dobro da dose de LSD sem querer, acaba entrando em um túnel de loucura bem maluco.




Imagine se alguém toma 550 vezes a dose? Sim, quinhentas e cinquenta vezes a dose "normal" de LSD ("normal" entre aspas porque você não fica nada normal depois). Foi o que aconteceu com uma mulher de 46 anos. Ela queria curtir uma brisa e acabou virando a base pra um estudo científico publicado no Jornal de Estudos sobre Álcool e Drogas.

Mas o que aconteceu de tão diferente que isso fez com que literalmente cientistas fizessem um estudo sobre isso? A mulher achou que iria cheirar cocaína, e acabou cheirando uma ultra-dose de LSD concentrado em pó, com 550 vezes a quantidade que está na gota pingada na língua de algum doido de rave qualquer.

15 minutos após cheirar a mega-ultra-blaster dose de LSD, percebeu que algo não estava certo. Então ela chamou o seu colega de quarto pra ajudá-la. O estudo nos informa o que aconteceu em seguida: "Os vômitos começaram em 1 hora. Ela vomitou frequentemente por 12 horas seguidas". Nessas 12 horas vomitando ela diz que "apagou", ou seja, não lembra de nada, é como se estivesse dormindo.

Mas só estava começando. Por outras 12 horas ela ficou sentada em uma cadeira com os olhos fixos na parede. A mulher disse que sentia um intenso prazer. O seu colega de quarto disse que a única mudança nela eram seus olhos: ou estavam fixos na parede, ou fechados, ou virados pra trás.

Às vezes ela falava palavras aleatórias ou ininteligíveis. Vomitou poucas vezes nesse segundo período de 12 horas, que completou 24 horas de brisa. Mais 10 horas se passaram em um período de transição, onde mais palavras eram ditas, menos olhares assustadores pra parede eram feitos. Depois dessas 10 horas, ela começou a conversar com o colega de quarto, mas precisou falar sobre coisas absurdas por mais 12 horas, totalizando 46 horas de brisa, quase 2 dias completos.


Além da experiência aterrorizante que a mulher vivenciou em sua cabeça, algo inesperado aconteceu: uma dor no pé que ela sentia faz tempo desapareceu completamente depois da brisa. E veja, não era qualquer dor. Ela tinha doença de Lyme, que causou lesões no pé e no calcanhar, e que evoluíram pra dores crônicas. A dor era tanta que ela tomou morfina por 10 anos.

Antes de sua ultra-mega-brisa de LSD, ela tomava de 4 a 6mg de morfina por dia. Isso não é pouco. Depois da brisa ela ficou 5 dias sem tomar a morfina, porque a dor parou. Veja: ela tomava morfina todos os dias, sem exceção, há 10 anos. As dores começaram a voltar 5 dias depois, e ela começou a tomar menos morfina, misturando doses de LSD com as pílulas. Em pouco tempo, a dor diminuiu tanto que ela parou de vez de tomar a morfina.


Por um outro lado, ela se tornou "ultra-sensível" emocionalmente quanto às experiências de qualquer pessoa. E foi por tudo isso que um grupo de 3 cientistas entrevistou a mulher e estudou o seu caso pra publicá-lo em uma revista científica. Você pode conferir o paper do estudo aqui

Agora, de onde veio essa dose hiper-concentrada em pó, ela não quis revelar.