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Homem ouve do juiz que é inocente após 18 anos preso injustamente


Um júri de sete mulheres e cinco homens deliberou por 9 horas até chegar a uma decisão. Seria o terceiro julgamento de Daniel Villegas, acusado de assassinar dois adolescentes na cidade americana de El Paso.




Mas essas horas foram bem pouco perto da saga de 25 anos de lutas no sistema judiciário, que envolveu 3 julgamentos e 18 anos na prisão. Em 1993 dois adolescentes foram mortos com tiros, em um crime que chocou a cidade. Daniel tinha 16 anos quando isso aconteceu. Hoje tem 41.

Ele morava no bairro e acabou dizendo pra dois familiares, de brincadeira, que ele tinha matado os adolescentes. A opinião pública, querendo um bode expiatório, encontrou um quando um desses familiares, que tinha um desafeto secreto por Daniel, disse à polícia que ele "confessou o crime".

Nenhuma outra evidência além dessa foi encontrada, e por isso o primeiro julgamento, em 1994, acabou sendo concluído sem evidências. Ou seja, ele não foi nem condenado e nem inocentado. A luta na justiça continuava. Em 1995 outro julgamento acontece, e ele é condenado.

Após 18 anos na prisão, com uma família aqui fora, em 2013 um apelo de sua família fez com que a decisão fosse revertida para o do primeiro julgamento, o que significava um terceiro julgamento. Ele aguardaria em liberdade. Então, alguns anos depois, chega esse terceiro julgamento, e todos estavam nervosos. Afinal, se fosse condenado agora, seria pra sempre.

Os entes queridos de Daniel lotaram o tribunal. Após as 9 horas de deliberação do júri, que ficou em isolamento completo por uma semana, chegou a hora do juiz ler o veredito. Daniel já chorava em silêncio essa hora, pois se lembrava de quando foi condenado, e teve que perder 18 anos de sua vida na cadeia. Ele não suportaria ouvir de novo a sentença injusta contra ele.




Inocentado, ele voltou pra casa, agora livre.