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Garçonete serve drinks sem álcool pra grávida que queria encher a cara e está sendo duramente criticada


Às vezes você toma uma atitude e tem certeza de que ela é certa. Outras vezes, tem certeza de que é errada. Mas em algumas outras, é difícil saber se foi certo ou errado. Em um fórum chamado "Eu Sou o Babaca?", pessoas compartilham atos seus onde elas não sabe se agiram certo ou se são os babacas da história. Nos comentários, os membros do fórum dão o seu parecer.




Uma dessas histórias foi de uma garçonete que decidiu substituir secretamente um pedido. A usuária, que escondeu sua identidade sob o usuário "YouGottaStopThat" causou bastante controvérsia. A moça realmente acha que fez a coisa certa, e continua achando isso. Seus pais concordaram com ela. Porém, a maioria dos seus colegas de trabalho se voltaram contra sua atitude, e seu gerente deu uma baita bronca na moça.



Umas mulheres, que são amigas, estavam sentadas em uma das mesas do local onde a moça trabalha, vamos chamá-la de Srta. Garçonete. Elas bebiam e conversavam alegremente, coisa comum em lugares que vendem bebidas alcoólicas à noite.

Porém, passando pela mesa delas, a Srta. Garçonete acabou ouvindo uma delas dizer que estava no terceiro mês da gravidez. Poderia ser uma brincadeira, ou qualquer coisa assim, mas quando ela teve que passar por lá de novo, ouviu elas conversando ainda, e seriamente, sobre o futuro bebê de uma delas. Pra Srta. Garçonete, era certeza de que certa mulher ali sentada estava grávida. Vamos chamá-la de Srta. Grávida.


Elas pediram uma rodada de drinks alcoólicos, e como eram drinks leves, a Srta. Garçonete não viu lá um grande problema na Srta. Grávida dar umas bicadinhas naquilo. Mas quando o grupo pediu a segunda rodada, ela ficou preocupada. Então a Srta. Garçonete tomou uma decisão arriscada: pediu pro bartender alterar um dos drinks pra um coquetel "virgem", ou seja, não-alcoólico. E assim foi o resto da noite.

Na hora delas pagarem a conta, a Srta. Garçonete percebeu que o bartender não foi tão discreto assim e marcou nos pedidos delas os coquetéis virgens. "Era tarde demais pra eu editar o pedido, então entreguei pra elas pagarem, esperando que elas não percebessem. Todas elas me agradeceram e foram embora, deixando uma generosa gorjeta no processo. Então elas ficaram conversando no estacionamento por um tempo, talvez esperando o Uber.


Alguns minutos depois a Srta. Grávida voltou e perguntou o que significava "virgem" na nota fiscal que recebeu. Eu disse que significava "não-alcoólico". Ela ficou me encarando por alguns segundos e me perguntou se ela tinha pedido um coquetel sem álcool. Eu disse que não, mas assumi que ela queria um já que estava grávida.

Foi uma mentira, e eu admito, mas ela me olhou nos olhos e pediu a parte dela da gorjeta de volta. Assim eu fiz. Então ela foi falar com meu gerente. Ele me chamou pra sua sala e literalmente gritou comigo até ficar rouco".

É provável que o gerente tenha mais ficado com medo de um processo do que por qualquer coisa, embora por um lado, quando o assunto é álcool, o estabelecimento tem o direito de recusar-se a vender seja pra quem for. Porém, a recusa da venda deve ser anunciada, e não secreta, como a Srta. Garçonete fez. Ainda assim, a Srta. Garçonete preferiu isto do que se sentir responsável por uma possível doença ou deformidade causada ao feto devido ao álcool.

Por conta de todos esses elementos, o certo e o errado aqui ficou confuso pra muita gente. Os pais da garçonete ficaram do lado dela:

"Quando falei com meu pai e a minha mãe sobre isso, eles me disseram que entendem a minha posição. A equipe inteira do lugar em que trabalho está contra mim e acho que vou ligar lá e dizer ao gerente que me demito, mas ainda sinto que estou certa".

Segundo a Srta. Garçonete, ela fez a publicação no fórum pra ter alguma perspectiva, e diante das diferentes opiniões, ter mais certeza de que está certa ou ver o motivo de estar errada.

Um usuário diz que, se ela não quisesse servir a mesa, ela não seria obrigada, mas que mudar os pedidos secretamente pro bem do cliente não é nada bom. O usuário, chamado Eleanor, disse que ela não estaria errada se tivesse dito a mulher que ouviu a conversa e que não se sentiria confortável servindo álcool a ela por conta disso.

Outro usuário, chamado mrskontz14, diz que o grande erro ali foi mudar secretamente o pedido. Embora comparando não tão bem, ele diz que é como alguém com obesidade mórbida pedir um hambúrguer bem gorduroso e você secretamente servir um hambúrguer de soja. Digo "comparando não tão bem" porque no exemplo que ele deu nenhuma outra pessoa está envolvida, e no caso da Srta. Grávida, um bebê está no meio da história. Mas ainda assim, dá pra ter uma pista sobre o que é certo ou não nessa situação.

O usuário philmcruch disse que ela colocou o restaurante inteiro em risco ao fazer isso. Segundo ele, ela deveria ter avisado o gerente sobre tudo o que estava acontecendo, e ele decidiria sobre servir ou não a mulher, ao invés de enganá-la, arriscando um terrível processo contra o estabelecimento.

A história causou tanta controvérsia que chegou a 30.6 mil curtidas no fórum, e os administradores do fórum classificaram a Srta. Garçonete como a babaca da história, embora o comentários mais curtido diz que a intenção foi boa, mas a execução foi ruim, ou seja, seria "meio-babaca".

O fórum tem diversas classificações, que devem ser colocadas como siglas nos comentários. Os membros, por exemplo, dizem "YTA" pra quando julgam você ser o babaca. "NTA", pra quando você não é babaca (e a parte contrária é). "ESH" pra quando todo mundo envolvido é babaca, e "NAH" pra quando ninguém na história é babaca.



Embora a maioria dos comentários classifiquem a "Srta. Garçonete" como YTA, o comentário mais curtido da publicação, com 13.9 mil curtidas, é um que classifica a história como "ESH, mas você tinha boas intenções", ou seja, todo mundo envolvido ali é babaca. Ela por ter mentido e não ter tido a coragem de dizer na cara da mulher o que estava acontecendo. A mulher por ter colocado a vida da criança em risco só pra se divertir.