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Homem processa patrão por causa de "trabalho chato" que causou depressão e receberá 235.000 reais


Seu trabalho é chato? Quase todo trabalho é chato. E se não é chato, pela repetição se tornará. Até um testador de tobogãs vai ficar entediado de escorregar pelos mais variados tobogãs todos os dias.

Porém, após trabalhar com algo chato, esse homem se sentiu vitimado por "entediamento no trabalho", e foi à justiça. 




Qualquer patrão ficaria tranquilo com isso, seria uma causa ridícula em qualquer lugar, mas pro empresário que empregou o nosso entediado, havia um problema: ele estava na França.

Pra quem não sabe, a França tem o costume de aceitar qualquer coisa que qualquer funcionário diga contra o patrão. Qualquer coisa. 

Frederic Desnard, após trabalhar como gerente pra uma perfumaria em Paris, foi demitido em 2015. Ele então foi aos tribunais dizendo que o cargo que seu patrão lhe deu era tão entediante que Frederic acabou com depressão.

Além disso, segundo o homem, ele teve crises de epilepsia por causa do tédio. Ele pediu, inicialmente, o equivalente a 400.000 dólares (2.096.000 reais). 

Segundo o homem de 48 anos, seu patrão o dispensava do trabalho muitas vezes, e depois, alegou que sua ausência foi o motivo de sua demissão.

O estranho caso correu por 4 anos pelos tribunais trabalhistas, e agora finalmente saiu a sentença: o ex-patrão de Frederic terá que lhe pagar o equivalente a 45.000 dólares (235.000 reais) em compensação.

A argumentação do advogado é que a completa falta de estímulos pra que ele exercesse o seu cargo o deixou destruído e envergonhado. "Eu fiquei envergonhado de continuar recebendo pra não fazer nada. A pior parte era negar esse sofrimento", disse Frederic, durante entrevista.


Frederic alegou que seu chefe começou a dar pra ele tarefas "inúteis", como configurar o seu tablet ou ir pra casa do chefe pra abrir a porta pra um encanador. Existem casos de sobrecarregamento, porém, agora o tribunal mostra que existe também o subcarregamento.