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Cientistas dizem que "pílula de cogumelo mágico" pode te levar ao espectro esquerdo da política

Recentemente um "boom" de estudos sobre o uso psicoterápico do princípio ativo psilocibina, encontrado nos cogumelos do gênero Psilocybe (apelidados de "cogumelos mágicos") começou a acontecer nos EUA.



Enquanto muitos resultados promissores para o tratamento de diversas patologias psíquicas aparecem nesses estudos, uma coisa chamou a atenção: uma aparente propriedade da psilocibina que facilita a alteração de suas convicções.
 

 
Os cientistas encontraram mudanças bruscas na personalidade, valores, atitudes quanto à vida, religião e posicionamento político. Tal propriedade abre uma série de implicações morais para os estudiosos que desejam usam isso no tratamento de seus pacientes.
 
 

 
Uma possibilidade é a de que a psilocibina "amolece" as convicções, dando espaço pra que outras sejam colocadas no lugar. Se a pessoa por ela mesma fizer a "substituição", normalmente ela adota a posição contrária da qual tinha antes, como por exemplo o caso mencionado nesse estudo do ateu que se tornou religioso após ingerir o cogumelo.
 
 
Ainda nessa possibilidade do amolecimento de convicções, caso haja um "guia" durante a brisa, ele poderia inserir a convicção que quisesse ali, seja política, seja religiosa, seja psicológica (como por exemplo um esportista com medo da partida que ficasse confiante após a brisa).
 
 

 
Tal possibilidade ajuda a entender o uso ritualístico do cogumelo por antigas sociedades conhecidas por sua população agir como formigas, como os Astecas.
 
 
Mas tal possibilidade implica que o amoleciomento de convicções é neutro, e que não leva mais facilmente a uma doutrina em preferência de outra. Os cientistas então resolveram verificar exatamente isso: no caso da política, a psilocibina tende mais a levar alguém pra um lado ou é um "amolecimento" neutro que pende ora pra um, ora pra outro?
 
 

 
Em 1971 foi mencionada pela primeira vez a hipótese da psilocibina levar as pessoas para o "espectro esquerdo" da política, que embora seja um conceito ultrapassado de "medição" de posicionamento político, ajuda a dar uma ideia do "gradiente" que permeia as convicções da pessoa.
 
 
 
Mas os cientistas não conseguiam evoluir nesses estudos porque uma explicação não-causal sempre era feita. Ou seja: quem está disposto a usar cogumelo não é contra o uso recreativo de drogas, e quem não é contra o uso recreativo de drogas normalmente cai no "espectro esquerdo" da política, daí vem a sensação de que o cogumelo faz a pessoa ser esquerdista.
 
 

 
Porém, tal hipótese ressurgiu com uma explicação causal com um estudo aprofundado. Dois estudos são cruciais pra entender isso. O primeiro analisou o efeito da psilocibina em pessoas com um posicionamento político considerado "autoritário", e após o uso, muitos deles afrouxaram ou abandonaram suas antigas posições.
 
 
o segundo estudo mostra que a psilocibina faz com que a pessoa tenda a ser mais receptiva à traços morais que são diferentes dos seus, os chamados "mente aberta", e a maioria dos posicionamentos políticos em voga que se dizem "mente aberta" se encontram no espectro "esquerdo" da política.
 
 
Tal descoberta pode causar resistência por parte de quem se opõe a tal lado político, mas os cientistas creem que por volta de 2022 o princípio ativo será legalizado nos EUA para uso médico.