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Modelo de projeção que acertou 92% das eleições desde 1912 aponta vitória quase certa de Donald Trump

 


As eleições americanas podem parecer complicadas pra quem está acostumado com o simples "quem tiver mais votos ganha". Resumidamente, o país tem 50 estados. Cada estado tem certo número de condados. Em cada condado ocorre uma eleição onde quem tiver mais votos vence. 




O candidato vencedor naquele condado ganha 1 ponto (ou como chamam, delegado) naquele estado. Quem tiver o maior número de "pontos" (vítórias em diferentes condados) no estado leva o número total de pontos que o estado pode oferecer. Exemplo: a Califórnia tem 55 pontos disponíveis. Se um candidato ganha em 28 condados e o outro ganha em 26, o que ganhou mais pontos leva todos os 55 pontos pra sua pontuação.


Isso ocorre em todos os estados, e quem chegar em 270 pontos venceu. Tal sistema pode fazer com que alguém vença no número de pontos ("delegados") e perca na votação popular, o que já ocorreu algumas vezes. E por isso, dentre outros fatores, pesquisas de voto popular muitas vezes erram o resultado.


Exemplos: em 1960, Kennedy aparecia atrás nas pesquisas, que apontavam Nixon como vencedor. Kennedy venceu. Em 1968 Nixon aparecia atrás de Humphrey por 8 pontos percentuais. Nixon venceu. Em 1980, Ronald Reagan aparecia atrás de Carter com impressionantes 25 pontos percentuais de diferença. Reagan venceu. Em 88, Bush pai aparecia atrás de Dukakis por 16 pontos percentuais. Bush venceu. Em 2004, Bush filho aparecia atrás de Kerry por 6 pontos. Bush filho venceu. Em 2008, Obama aparecia atrás de McCain, e Obama venceu. Nas últimas eleições, Trump aparecia atrás, e venceu de Hillary Clinton.

 


Isso porque as enquetes de votação popular não conseguem traduzir corretamente o que acontecerá nas eleições por conta de falhas no critério. Mas alguns modelos têm chamado a atenção por terem acertado todos os resultados. 

Um deles é o "Primary Model", usado desde 1912 e aprimorado por um professor de ciências políticas em 1996, que usa cruzamentos de dados nas eleições primárias (que determinam quem serão os candidatos) de ambos os partidos, Republicano e Democrata.


Desde 1912 o modelo acertou 25 de 27 eleições, dando uma margem de acerto de 92.59%. Os únicos dois erros foram em 1960, numa eleição extremamente apertada, e em 2000, onde Bush venceu após obter os "pontos" da Flórida em uma contagem atrasada, embora Al Gore tenha vencido pelo voto popular.


O modelo é neutro politicamente, e previu, por exemplo, a vitória de Barack Obama em 2008 quando ele ainda estava atrás nas pesquisas. Previu também a vitória de Trump sobre Hillary quando diziam que o candidato Republicano tinha "1% de chances" de ganhar. Agora, o mesmo modelo dá uma chance de 91% de Trump vencer essas eleições, apontando que ele obterá 362 delegados, número inimaginável pra quem se guia pelas pesquisas de intenção de voto. Os detalhes se encontram no site deles.

 

Outro modelo político com menos tradição mas que acertou quase na lata os resultados das últimas eleições após ter nadado contra a maré foi o StatePolls. Segundo esse modelo, que toma como base uma série de vetores, como inscrições de voto, dados do "early voting" e cruzamento de diversas pesquisas, o StatesPoll previu que Trump venceria com 315 delegados em 2016. Ele venceu com 302.


 

E qual é a predição deles pra essa eleição? Até o momento, vitória de Trump com 312 delegados. Se for pela mesma margem de erro, chega a 300. A diferença é que o StatesPoll atualiza a predição dia após dia até a eleição. Já o Primary Model faz uma predição definitiva ainda no início do ano.

 

 

Embora nenhum modelo seja infalível, será que eles acertarão de novo enquanto nadam contra a maré? Só o tempo dirá. 


Fontes confirmando os acertos passados do Primary Model: Huffington Post

e Daily Mail