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Empresa lança "caixão-ovo" biodegradável que promete transformar seu cadáver em árvore

Em grandes centros urbanos, um cemitério que comporte todos os que morrem significa um terreno cada vez maior, e em certo ponto será inviável que mega-terrenos sejam destinados só pra manter cadáveres enterrados.




Por isso, empreendedores, inventores e cientistas já começam a pensar em soluções pra tal problema que preservem a dignidade da pessoa que morreu, já que certas soluções seriam tidas como cruéis pelos familiares, como triturar o corpo do falecido em um moedor de hambúrguer pra alimentar cachorros de rua, como faria um utilitarista fanático.

 


Sendo assim, uma dupla italiana parece ter encontrado uma solução que faria com que cemitérios tivessem a aparência de uma floresta. Como? Com "ovos" biodegradáveis nos quais a raiz de alguma árvore é acoplada, fazendo com que a muda cresça sugando os nutrientes do cadáver (o que aconteceria naturalmente, mas com menos beleza).

 

 

Com a invenção, Anna Citelli e Raoul Bretzel abriram a CapsulaMundi, fazendo com que túmulos se transformem em árvores, cemitérios se tornem autossustentáveis, e ainda abriguem a fauna local. O "ovo" é feito de um plástico de amido, totalmente biodegradável. Caso queira contratar os serviços da empresa, você pode escolher a árvore que será nutrida com seu cadáver em um futuro próximo...

 


Então você, após morrer, é colocado em posição fetal dentro do ovo, é enterrado como se fosse uma semente, e a muda da árvore é planta logo acima dele, fazendo com que as raízes comecem a se alimentar de você. Segundo a empresa, a árvore se alimentará por cerca de 40 anos dos restos que ali permanecem e acabam se transformando em adubo riquíssimo, evitando o uso do caixão, que normalmente é utilizado só por 3 dias e custa bem caro.



Mas em alguém pode surgir a seguinte dúvida: digamos que de fato um dia cemitérios se tornem florestas com milhares de árvores. Como eu poderia visitar um ente querido falecido? Como eu acharia  árvore dele? A CapsulaMundi pensou nisso. Cada árvore terá uma coordenada por geolocalização, com informações que podem ser transferidas a qualquer GPS.



Embora todo o projeto esteja pronto, a lei da Itália, país onde fica a empresa, exige que todo cadáver seja enterrado em uma caixa de madeira. Eles esperam que, mostrando como é possível fazer um cemitério que mantenha a honra do cadáver e que seja autossustentável ao mesmo tempo, a lei seja mudada em breve.

Caso tenha se interessado, você pode acompanhar as novidades da CapsulaMundi pelo site deles clicando aqui.