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Menino de 6 anos gasta $16.000 em jogo do Sonic e mãe implora reembolso à Apple

 

Uma (agora) pobre mulher de Wilton, em Connecticut, está tentando convencer a Apple a lhe dar um reembolso de 16.293.10 dólares (84.400 reais) porque tal dinheiro foi gastado pelo seu filho, George Johnson, de 6 anos em um joguinho do Sonic feito pra crianças e cheio de microtransações. 




Microtransações sempre são alvo de críticas, principalmente quando se encontram em jogos voltados ao público infantil. No caso, o jogo Sonic Forces, disponível também para Iphones, permite que o jogador pague certo pequeno valor pra obter vantagens durante uma corrida, como turbos, ou qualquer coisa assim.

 


Além disso, na lojinha do jogo você poderia comprar pacotes de moedas virtuais usando dinheiro de verdade, e com tais moedas virtuais comprar melhorias pro seu personagem. O molequinho de seis anos decidiu clicar no pacote mais caro, de 99 dólares, pra ver o que acontecia. Como estava no celular da mãe, Jessica Johnson, de 41 anos, e o cartão de crédito estava registrado na conta Apple dela, o jogo permitiu a transação.

 


A pupila do moleque aumentou na hora que ele viu o poder do dinheiro. Ele começou a ganhar todas as corridas, e comprou por 5 vezes esse pacote no mês. Quando chegou a fatura, a mãe notou, obviamente, os 500 dólares a mais vindos da Apple Store. Relatando ao seu gerente, ele lhe disse que parecia ser uma fraude, e que tal coisa seria investigada.

 


Então todo mês começou a aparecer uma cobrança de 500 ou 600 dólares oriundas da Apple Store, até que o acumulado fosse de $16.293. Foi aí que o banco concluiu que não era uma fraude, já que pedindo os dados à Apple, foi revelado que tudo isso foi de microtransações no joguinho do Sonic.

 



Entrando então em contato com a Apple, eles informaram a ela que as compras já tinham sido feitas há muito tempo, e que por isso eles não tinham mais a obrigação legal de fazer o reembolso. E embora ela e o marido estivesse em boa situação financeira antes da pandemia, o que explica esse limite no cartão, a mãe ficou sem trabalhar desde março até setembro, e seu marido está desempregado.


Nessa situação, lutar judicialmente contra uma empresa gigante não parece ser uma boa ideia. Muito provavelmente ela terá que arcar com o prejuízo. De outro lado, as empresas não deveriam facilitar a compra de coisas em produtos infantis, já que crianças não medem as consequências de seus atos.


Segundo a mulher, ela não vai conseguir pagar a hipoteca da casa, e nem conseguiu comprar presentes de Natal esse ano. O menino prometeu que vai pagá-la de volta.


Fonte: NY Post