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Clube de Motociclistas começa a escoltar crianças vítimas de pedófilos pra testemunhar contra eles


Quando um abusador, estuprador ou pedófilo é preso, parte importante no julgamento, pra que se obtenham as provas suficientes que causarão a sua condenação, é o testemunho das vítimas. Porém, o problema é que muitas vezes as vítimas estão muito traumatizadas, mesmo se forem adultas, e por isso às vezes recusam testemunhar, fazendo em certos casos que o abusador, estuprador ou pedófilo seja libertado.




E se quando a vítima é adulta isso pode acontecer, imagina quando são pré-adolescentes ou crianças? Pensando nisso é que surgiu a BACA, Bikers Against Child Abuse (Motociclistas Contra o Abuso Infantil).


Hoje eles são uma organização internacional que aceita a inscrição de qualquer participante de clube de motoqueiros que queira ser um voluntário (ou qualquer um que tenha moto). Eles apoiam principalmente crianças que foram vítimas de abuso por parte de algum familiar, e estão presentes nos EUA, Canadá, Nova Zelândia e Austrália.

 


Uma vez inscrito, o(a) motociclista passa por um intenso treinamento pra situações psicologicamente delicadas, com profissionais da área, e também passam por profundas checagens de antecedentes criminais. Uma vez treinados e checados, eles passam a cuidar dos casos que correm na justiça e que logo convocarão a criança pra testemuhar.


Eles começam a se familiarizar com a criança, dando a ela um colete do clube, passeios e missões; bem como aparecem na casa dela quando ela fica com medo de um possível retorno do abusador. A intenção é deixá-la bem segura e minimizar as crises oriundas do trauma. Quando chega a hora de testemunhar, as crianças são escoltadas por uma verdadeira tropa de motociclistas, dando a ela toda a coragem necessária.

 


Quem teve a ideia foi um agente social chamado John Paul Lilly, que em 1995 começou a trabalhar nisso. Ele cuidava de um caso de um garoto que se recusava a sair de casa após ter sofrido bullying. Joh lembrou que na sua infância ele sofreu com o bullying também, e lembrou como superou o medo: ao lado de sua casa era a sede do clube de motociclistas da cidade, e sabendo da história, o clube "adotou" o John.

 


"Eles se tornaram a minha família", disse John, lembrando que sempre se sentia seguro com eles. Daí as coisas se juntaram, evoluíram um pouco e surgiu a BACA. Um dos voluntários, que se identifica como Rembrandt, de 54, diz: "É a imagem de motociclista que faz isso tudo funcionar. 'Golfistas contra o abuso infantil' não ia dar certo". "Quando nós dizemos pra uma criança que ela não precisa ter medo, ela acredita em nós", disse outro voluntário, que se identifica como Pipes.

 


Assim, esses voluntários ajudam não só a criança a passar por esse momento difícil e terrível, mas também a fazer com que os culpados sejam condenados. E um estudo publicado em uma revista científica mostra que a intervenção dos motoqueiros dá certo pra esses dois propósitos!


 

Fonte: Site do BACA