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Zoólogos descobrem que mandrils tem um sistema de Elo onde o rank é o tamanho das bolas

 

O mandril é um primata um tanto colorido, que ficou muito conhecido graças ao personagem Rafiki, do filme Rei Leão. Mas uma característica deles um tanto única tem chamado a atenção do mundo da zoologia.


Corre o boato de que aquela história de que existem "lobos alpha" e "lobos beta" (como também os "ômega") é só uma lenda e que isso não tem respaldo científico. Mas quando nos voltamos aos papers científicos, vemos que tal sistema hierárquico existe em outros animais também, como nos mandrils.




E no caso deles, é de um jeito bem interessante e conhecido dos gamers. O sistema de Elo foi introduzido pela primeira vez no xadrez, pra determinar a "força" de um jogador. Se você vence, ganha certos pontos (e quanto mais forte for o oponente derrotado, mais pontos), e vice-versa.

 


Tal sistema foi adotado e ligeiramente modificado em jogos como League of Legends, onde o sistema de Elo é divido em "castas" de habilidade que levam o nome de metais preciosos. O pessoal chama isso de "rank". Você deve subir até tal ponto em seu Elo pra ir pro rank "prata", por exemplo, onde você vai competir só com jogares "prata" pra ver quem sobe até o ouro, e quem desce até o bronze.


De acordo com o estudo "Changes in the Secondary Sexual Adornments of Male Mandrills (Mandrillus sphinx) Are Associated with Gain and Loss of Alpha Status", publicada na revista científica Hormones and Behavior, especializada em comportamentalismo endócrino (ou seja, o quanto os hormônios afetam o comportamento), mostra o sistema de Elo existente entre os mandrils.

 


Os mandrils se dividem em grupos, e cada grupo é liderado por um macho-líder, chamado de alpha. Ele escolhe quem quer engravidar dentre as fêmeas, já que todas se oferecem pra ele. As que são recusadas ficam com os machos da segunda hierarquia, os mais próximos do alpha e que o obedecem, mas fazem tarefas cruciais. Estes são os betas.


Se e somente se sobrar uma fêmea sem par, ela ficará com um "ômega" (e quem sabe o escravize). E no caso dos mandrils essa posição não é fixa pra sempre. Aos 9 anos de idade ele começa a desempenhar um papel ativo no grupo, e tal papel, segundo os zoólogos, é baseado na quantidade de testosterona que seu corpo produz, coisa decisiva pra determinar em qual "casta" ele vai ficar.

 


Mas acontece que um "ômega" pode desafiar um "beta", e um "beta" pode desafiar o "alpha". Caso quem tenha o rank inferior vença, seu corpo passará a produzir mais testosterona, e como sinal disso ele ganhará mais cores no rosto e nas nádegas, e seus testículos ficarão maiores. Caso alguém de rank superior perca a luta, ocorre exatamente o inverso.


Ou seja, os mandrils têm um sistema de Elo e os ranks são exibidos pelo tamanho dos testículos. Faça o que quiser com essa informação.


Fonte: Revista Científica Hormones and Behavior