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Adolescente de 13 anos admite que mentiu sobre professor que foi decapitado por causa disso

 

Ano passado um caso chocou o mundo inteiro: o professor Samuel Paty foi decapitado por um homem de 18 anos na França. O russo, também muçulmano, viu as publicações no Facebook de um pai que denunciava Samuel Paty por mostrar na sala de aula charges de Maomé, segundo o Islã, um profeta, e de pedir que os alunos muçulmanos saíssem da sala nesse momento.



 

Segundo o pai, essa denúncia foi feita por sua filha de 13 anos, que era aluna de Samuel. Ele, unido a um pregador muçulmano, fizeram uma série de publicações no Facebook incitando outros muçulmanos a atacarem Samuel. Um deles obedeceu ao chamado, um russo de 18 anos que decapitou Samuel e foi morto pela polícia.

 

A cena do crime onde Samuel foi decapitado


Mas agora, conforme as investigações avançam, a menina, pressionada pela verdade, acabou admitindo que inventou as acusações contra o professor. Além do assassino morto, 9 suspeitos de terem contribuído ou incentivado diretamente o homicídio, incluindo o avô e o pai da adolescente, foram presos.

 

O caso causou comoção nacional, e Macron, o presidente, compareceu ao velório do homem.


A advogada da família de Samuel, Virginie Le Roy, aponta que no início das investigações tudo já apontava pra uma denúncia falsa da menina. Então, quando as recapitulações dos fatos feitas pela garota à polícia começaram a ficar um tanto inconsistentes, o advogado da família dela, Mbeko Tabula, admitiu à polícia que ela mentiu.

 


"Ela mentiu porque se sentiu presa em uma espiral porque seus colegas de classe pediram pra ela ser a porta-voz da turma", disse o advogado. Como tal justificativa não justificasse nada, Virginie retrucou: "Porta-voz do quê? De mentiras, de eventos que nunca aconteceram? Essa explicação não me convence e ao invés, me deixa braba porque os fatos são sérios, são trágicos".


Como resposta ao caso, uma lei anti-doxxing tramita no parlamento francês. Pra quem não sabe, o doxxing é liberar informações pessoais de alguém publicamente, como documentos ou endereço.


Créditos: CBS News