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Terapeuta não-binária diz que 'gordofobia' só vai acabar quando 'sociedade ocidental for desmantelada'


Sonalee Rashatwar diz que não planejava se tornar uma terapeuta. Segundo ela, simplesmente foi acontecendo, e acabou que agora ela é dona do Centro de Terapia Radical, junto com uma sócia.




Ela conta que por volta dos 20 anos sofreu com relacionamentos abusivos, e depois começou a ser voluntária em grupos que prestavam assistência a mulheres que sofriam com violência doméstica. "Todo o meu trabalho é voltado pra eu entender melhor o que eu sofri", diz a mulher que se formou na Universidade Temple, em 2011.

 


"É como se eu estivesse curando versões mais novas de mim mesma, buscando por uma linguagem que exprima o que eu passei", explica Sonalee. Após um tempo, ela acabou se envolvendo com movimentos de "positividade obesa", e começou a aconselhar seus clientes contra a perda voluntária de peso. 


Segundo Sonalee, o "tamanhismo", de onde vem a "gordofobia", é uma consequência do racismo, da misoginia, do "classismo", da homofobia, da transfobia e do capacitismo. Então ela percebeu que existiam roupas de homem que cabiam nela, nas lojas, e na seção feminina, nenhuma, o que levou a um silogismo, onde ela deduziu que a sociedade masculiniza a gordura.

 


Com 141 mil seguidores no Instagram, ela já causou polêmica ao dizer que colocar uma criança obesa de dieta é "violação de consentimento". Agora, Sonalee diz que a gordofobia, que faz parte da sociedade, só vai acabar se a mesma sociedade for "desmantelada", no caso, a ocidental. "Eu amo falar sobre desfazer a sociedade ocidental porque é muito romântico pra mim", diz ela.

 

Mas a verdadeira dificuldade é que uma sociedade costuma cair no tempo das vacas magras.


Fonte: The Philadelphia Inquirer