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Marinheiro forçado a viver em navio-fantasma por 4 anos após assinar sem ler finalmente é libertado

 

Mohammad Aisha foi contratado pra ser um dos funcionários do cargueiro MV Aman em maio de 2017. Mas por conta de um problema relacionado com combustível, o cargueiro foi impedido de sair do porto de Adabiyan, no Egito, até a questão ser resolvida. 




O que tinha acontecido é que quem contratou o barco, que iria por Líbano, não pagou pelo combustível do porto, e os donos do cargueiro, do Bahrain, não conseguiram mandar a grana. Até tudo ser pago o navio não sairia de lá.

 


Conhecendo como funcionam as coisas navais, o capitão do barco saiu vazado, e as autoridades portuárias pediram que Mohammed assinasse um papel, levando ele a crer que era só algo como "eu estive aqui e agora vou embora", mas na verdade era ele assumindo um papel de "guardião" do cargueiro até ele ser liberado.

 


Caso Mohammed descumprisse o que assinou, iria se ferrar grandão, segundo o contrato, e sendo um homem simples, com medo de enfrentar uma mega-empresa internacional, decidiu que era melhor ficar no cargueiro até a situação se resolver. Afinal, não poderia demorar muito né?

 


Sozinho no cargueiro de 4.000 toneladas, nos dois primeiros anos ele tinha energia elétrica, ao menos, por conta do diesel que estava no cargueiro. Mas em 2019 o diesel acabou, e providencialmente uma forte tempestade arrastou o cargueiro pra mais perto da terra, fazendo com que fosse possível nadar até a cidade e recarregar o celular, bem como comprar comida (pois uma hora os enlatados do cargueiro também acabaram).

 


No escuro em um navio gigantesco, a única visita que ele tinha era de alguma autoridade portuária, verificando se ele não tinha fugido. Como o navio está ali na boca do canal de Suez, ele pôde ver de camarote a situação toda que o cargueiro Evergreen causou por lá. Mas essa foi o único espetáculo que ele vivenciou nesse tempo todo.

 


Um ano após estar completamente sozinho no navio-fantasma, a mãe dele morreu, e após receber a notícia ele considerou se matar. Durante as noites sem energia elétrica, tudo ficava completamente escuro. "Você não pode ver nada, nem escutar nada. É como estar em um caixão", disse ele.

 

Um navio-fantasma pode ser bem assustador por dentro


Ele gravou um vídeo com seu celular cuidadosamente mantido com ele, fazendo um apelo e pedindo que alguém na cidade publicasse-o na internet. A coisa chegou em um advogado da Federação dos Trabalhadores de Transportes Internacionais, que pegou seu caso.


A empresa responsável tentou ajudá-lo, mas disse que segundo as leis portuárias era impossível tirá-lo de lá a não ser com um substituto, e ninguém queria ser seu substituto. Mas parece que era possível sim, afinal, após o advogado supramencionado ter assumido o caso, rapidamente ele obteve a liberação após o governo notar que poderia ter que pagar uma gorda indenização a Mohammed.

 


E é por isso que você lê os contratos antes de assiná-los. Quer outro motivo? Basta ver o russo que ficou preso em um reality chinês após assinar sem ler, e pedindo pra ser eliminado, acabou virando o favorito do país. Clique aqui pra ler essa história.


Fonte: Daily Mail